Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.
336 páginas | Editora Seguinte | Ver no Skoob
Uma história doce e amarga sobre a vida e sobre a morte. Esta é a história das pessoas que sobrevivem, das que permanecem. Das que precisam lidar com a bagunça e com o espaço vazio deixado pelas pessoas que se foram. Uma história sobre lugares incríveis.
Theodore Finch
O livro é narrado alternadamente por duas personagens, Violet Markey e Theodore Finch. Ambos são carismáticos e agradáveis, mas com o Finch a conexão foi imediata. Não apenas por ele ser um personagem mais complexo (e incompreendido) que Violet, mas porque consigo relacioná-lo a pessoas próximas de mim e que amo.
A vida de Finch é uma bagunça, com os pais divorciados, bullying na escola e períodos de depressão. Porém, durante a narrativa, ele nos arrasta com facilidade para seu mundo particular. E é fascinante acompanhar esse mundo. Violet entra nele de certa forma, mas não a ponto de conhecer todas as coisas que passam pela cabeça de Finch. E nem mesmo nós, leitores que acompanhamos sua história em primeira mão, conseguimos entrar tão fundo a ponto de compreendê-lo totalmente, o que me fez amá-lo ainda mais.
Uma história sobre viagens
Uma das coisas que me irrita em livros Young Adult é o tema manjado de adolescentes viajando pelos EUA (o que é meio irônico, porque amo viajar). Porém, o clichê neste livro em particular foi algo delicioso de ler. Consegui imaginar todos os lugares citados e descritos com facilidade, e confesso que até fiquei com vontade de conhecer Indiana e seus pontos turísticos bizarros, como a Árvore de Sapatos e a maior bola de tinta do mundo.

Árvore de Sapatos em Millton, Indiana
Entretanto, a viagem mais importante que Niven descreve nesse livro não é a do casal de adolescentes pelos pontos turísticos de Indianápolis; é a viagem que acontece para o depois. E, mais importante, o que acontece com quem fica.
O que percebo agora é que o que mais importa não é o que a gente leva, mas o que a gente deixa.
Gatilhos
Este é um livro extremamente bem escrito, sutil e delicado, mas toca em assuntos pesados e sobre os quais as pessoas evitam conversar. Suicídio, bullying, depressão, transtorno bipolar, violência doméstica. Imagino que, para muitas pessoas, ler sobre isso pode disparar certos gatilhos. Porém, diferente de livros como “A Playlist de Hayden” e “Os 13 Porquês” (que abordam os mesmos temas), “Por Lugares Incríveis” consegue nos aproximar das personagens de uma forma muito mais íntima.
Não pude deixar de relacionar diversas coisas que as personagens pensavam e sentiam com situações que eu mesma vivi. Muitas vezes, já fui Violet. E em outras, fui Finch.
É claro que chorei ao final do livro, e sei que da mesma forma que adorei, tem gente que pode não gostar. Mas, em minha opinião, este é um livro que pode (e deve, por que não) ser lido por todos, por seu tema importantíssimo. Além do mais, ele é bem rápido e a leitura flui, do tipo que, quando você assusta, já leu 100 páginas sem nem perceber.




Amanda Pereira
Amei sua resenha. Achei ela completa e muito explicativa.
Dani Parra Tello
Oi Amanda!
Muito obrigada pela visita e pelo comentário! <3
Espero que tenha gostado também do livro (e se ainda não leu, leia e me conta o que achou!) 🙂