Tegan Lawson tem tudo o que poderia querer da vida, incluindo Gabe, seu marido amoroso, e um bebê a caminho. Mas um acidente deixa a vida de Tegan tão devastada como o carro do qual ela foi resgatada.
Entre a perda do bebê e a raiva incontrolável por Gabe, que estava dirigindo naquela noite, Tegan está afundando em tristeza. E, quando ela pensa que chegou ao fundo do poço, Gabe a lembra do ”pote dos desejos”, uma coleção das viagens e experiências dos sonhos do casal. E assim se inicia a aventura.
Verus Editora | 305 páginas | Ver no Skoob
Parecido com “Comer, Rezar, Amar”, só que melhor
Em “Vem Comigo”, acompanhamos a protagonista, Tegan, em uma jornada de auto descobrimento. Buscando se recuperar de um baque muito grande em suas vidas após um acidente de carro, ela e o marido, Gabe, decidem realizar juntos uma viagem por lugares que sonhavam conhecer desde a juventude.
Assim, temos um início triste para uma história que parece ser dolorosa, mas que também promete momentos alegres. Tegan é uma narradora um pouco melancólica, o que é perfeitamente compreensível, levando em conta o que ela passou. De fato, seu sofrimento é tangível em sua fala e em seus pensamentos passados na narrativa, de forma que o leitor entende o sofrimento da personagem ao mesmo passo em que compreende também que jamais irá assimilar de todo uma dor como aquela.

A narração em primeira pessoa nos dá essa visão intimista de seu sofrimento e das suas lutas internas, o que também leva o leitor a se basear somente no ponto de vista de Tegan para assimilar o que está acontecendo ao redor e como as outras personagens se relacionam.
Por mais que essa tristeza permeie o início do livro, a história, num geral, me trouxe um constante sentimento de amor e esperança. Acho que isso se deve aos cenários paradisíacos descritos pela autora (como um vilarejo pacato na Itália, as praias ensolaradas do Havaí, os templos fantásticos na Indonésia) e ao apoio que Gabe dá à Tegan para superar seus momentos de crise.

“Vem comigo” é uma lição de amor e resiliência, mas sobretudo sobre amar a si mesmo e buscar, dentro de si, a força que muitas vezes acaba adormecida e desistimos de buscar.
Nessa história de perda, luto e recomeço – um ciclo que precisaremos enfrentar em algum momento de nossa vida – , acompanhamos Tegan em seu processo de cura e, de quebra, ficamos com uma vontade imensa de viajar, desbravar o desconhecido e fazer o que nos dá alegria e felicidade.
Afinal, a vida é uma coisa frágil e passageira, e o mundo está lá, esperando por nós.




Jis Rocha
Oi Dani.
Que livro interessante, mas não sei se leria. Evito ler livros com perda de bebê,choro demais, lembro muito de mim e o que passei (tive 2 abortos). Mas não deixa de ser uma boa dica, principalmente para acompanhar os personagens nesse momento. Bjus linda.