A leitura de “Treze” foi especialmente prazerosa para mim – não apenas por ser um bom livro, mas também porque essa resenha é o fruto da primeira parceria feita desde que criei o Book Galaxy! Agradeço muito à Pepper, autora incrível que ofereceu essa parceria super bacana.

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Amei fazer parceria, quero mais! Venham, autores!!

Mas agora, vamos à resenha!

Às vésperas de cometer o maior golpe de sua vida, a cética Rebeca vai a um parque de diversões decadente e se depara com uma enigmática cartomante que, contra a sua vontade, faz uma série de previsões bizarras sobre seu futuro. Para seu desespero, todas as nefastas previsões viriam a se concretizar e a arremessariam em um furacão de perdas e de derrotas. Quando sua vida chega ao fundo do poço, circunstâncias inesperadas lhe dão a chance de um recomeço e, querendo ou não, agora Rebeca não pode desprezar a última e mais perturbadora previsão da vidente: o número TREZE, ou melhor, o décimo terceiro namorado seria o homem que traria sua salvação. Longe dele, sua existência seria apenas caos e ruína. O que Rebeca jamais poderia imaginar, no entanto, é a que a cartomante camuflaria o predestinado atrás de charadas. Dois rapazes surgem em seu caminho e se encaixam perfeitamente nas pistas, mas apenas um deles será o grande amor da sua vida. É chegada a hora de decifrar o enigma do coração ou arriscar perder tudo para sempre.

Galera Record | 406 páginas | Ver no Skoob

Um romance elétrico, cheio de reviravoltas e alguns clichês que todo mundo gosta

Quem acompanha aqui o blog e meus vídeos, já deve ter percebido que romances não são muito a minha praia, principalmente aqueles com passagens mais sensuais. Porém, quando uma sinopse chama minha atenção e quando a escrita é boa, não há romance que me desanime 😉

E devo tirar meu chapéu para a Pepper, pois a escrita dela é uma delícia – descritiva nas horas certas, atual e contemporânea, explicativa sem parecer pedante. O livro foi gostoso de ler principalmente por conta dessa escrita fluida.

A protagonista “anti-heroina”

Em “Treze”, temos um romance com uma pitada de sobrenatural e muita adrenalina – tanto nas cenas de “pegação” quanto na ação propriamente dita, pois nossa protagonista não é uma heroína que se encontra comumente em outros livros de romances – Rebeca é uma hacker, golpista e fugitiva da polícia.

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Falando de mulheres hackers na literatura, Lisbeth Salander (da série Millenium, de Stieg Larsson) é a minha preferida

A construção da personagem Rebeca já me chamou a atenção, porque apesar de encontrarmos alguns elementos clichês durante o enredo da história, a protagonista tem todo esse background que a torna muito mais interessante do que outras mocinhas de livros de romance (com todo respeito a livros desse gênero!).

Além de todo esse background, Rebeca é extremamente determinada, cabeça dura e cética em relação a tudo – a Deus, ao sobrenatural, ao destino. Acostumada a fazer sua própria sorte, ela não crê em nada que não seja palpável. Gostei dessa personagem bem definida e forte.

O protagonista apaixonante

E falando em personagens fortes e determinadas, temos também Karl, o outro protagonista, que divide a narração de “Treze” com Rebeca.

Karl também possui um background muito interessante, mas caótico – lutador de MMA, com um temperamento explosivo e uma história de amor triste -, e confesso que simpatizei muito mais com ele do que com Rebeca.

Ao contrário dela, Karl parece muito mais vulnerável e humano ao narrar seus sentimentos, e em diversas passagens eu queria abraçá-lo e fazer carinho nele, apenas para dizer que ia ficar tudo bem.

Os clichês

Como já comentei, o enredo deste romance é pontuado de alguns clichês existentes nesse gênero. Eu acredito, particularmente, que o uso de clichês não é algo negativo – principalmente porque criam situações confortáveis para o leitor, que já imagina o que esperar e até cria expectativas prazerosas em relação aos acontecimentos. Eu mesma adoro alguns clichês, e muitos deles estavam presentes em “Treze”:

  • O romance Gato e Rato

Mesmo não sendo fã do gênero romance, adoro quando há sim um romance na história. Principalmente quando é aquele romance gato e rato, em que o casal se provoca o tempo todo, alfinetando um ao outro e criando aquela expectativa gostosa, para finalmente explodir no primeiro beijo.

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Princesa Leia e Han Solo – meu casal “gato e rato” preferido!

E devo dizer que o casal desse livro tem uma química absurda, eu ficava até de coração acelerado torcendo para eles.

  • Uma antagonista megera que a gente amou odiar

Não darei spoiler aqui sobre quem é essa pessoa, mas um dos clichês que também deixam qualquer romance divertido é aquela antagonista meio megera, que faz de tudo para sabotar o casal, e de uma forma que, quando a mocinha a supera, dá uma satisfação interior maravilhosa!

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Amo essa cena de “Ela é o cara” em que a Viola, disfarçada de Sebastian, dá o fora na sirigaita Monique
  • O sobrenatural

O Destino (com “D” maiúsculo mesmo) é um dos principais clichês que aparecem em romances – tantas situações podem sair depois de uma visita a uma astróloga, taróloga, vidente (lembram de Casório?!, da Marian Keyes? Um dos meus livros preferidos dela cujo foco é justamente esse)!

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A curiosidade humana de saber sobre o Destino é um tema abordado em praticamente todas as áreas da cultura pop – filmes, livros, desenhos, músicas. Afinal, quem não gostaria de saber sobre o futuro?

Em “Treze”, o Destino aparece para brincar com nossa protagonista na forma de uma vidente de parque de diversões mambembe. Não teve como não gostar dessa história desde o início!

Mais sobrenatural, menos bíceps

Minha única crítica (que não acho que seja negativa, pelo contrário) vai de encontro aos meus próprios gostos pessoais de literatura. Como comentei, não gosto muito quando há muito foco em sexo ou nos atributos sensuais das personagens. Eu geralmente viro os olhos para expressões como “bíceps definidos”, “exalava masculinidade”, “seu abdômen bem definido”, etc.

Eu gostaria de ter visto um pouco mais do caráter sobrenatural da história, ao invés dos bíceps dos mocinhos.

Entretanto, entendo que, para quem de fato gosta dessas passagens, essa linguagem ressalta o caráter sensual da história. Acho que, se eu fosse mais fã de romances, com certeza teria amado cada uma dessas cenas!

Veredito final: 4,5 ⭐️

Além da escrita da Pepper ter me conquistado, assim como o personagem do Karl, o final de “Treze” foi de tirar o fôlego – quase literalmente. O ápice do livro, lá nos últimos capítulos, me deu sucessivas fisgadas de ansiedade, sabe aquele frio na barriga em que você está louco pra saber o que vai acontecer? Pois é. Foi um final e tanto!

E não apenas no final, mas em diversas passagens, a autora mescla o romance com cenas de ação e suspense dignas de um bom thriller.

Recomendo a todo mundo que estiver a fim de viver fortes emoções – desde o romance picante até um desfecho emocionante, repleto de ação – para ler “Treze”. E agradeço a Pepper por ter me procurado para esta parceria , pois tive a oportunidade de conhecer seu trabalho e de me apaixonar um pouquinho pelo Karl (um segredinho: eu imaginava ele igual ao Nick Jonas)!

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Oi, Karl!