James e Amélia têm dezessete anos. Em comum, além da idade, têm o fato de estarem um a fim do outro e de serem tomados pelo nervosismo quando James chama Amélia para sair. Mas tudo parece perfeito para um primeiro encontro: um passeio de canoa pelos lagos, levando um cooler cheio de sanduíches e cervejas.
À medida que se aprofundam na exploração, os dois chegam a um lago escondido e encontram algo impressionante debaixo d’água. Um lugar perigosamente mágico: uma casa de dois andares com tudo que tem direito — móveis, um jardim, uma piscina e uma porta da frente, que está aberta.
Enquanto, fascinados, vasculham o imóvel e tentam passar uma boa impressão para o outro, cresce o medo. Será que um local misterioso como aquele esconde alguém — ou algo — vivo? Uma coisa é certa: depois de mergulhar nos mistérios da casa no fundo do lago, a vida deles jamais voltará a ser a mesma.

160 páginas – Editora Intrínseca – Ver no Skoob

Mas que p* tá acontecendo aqui?

Essa foi uma experiência bem bizarra de leitura. Bem, quem leu “A Caixa de Pássaros” já sabe que Josh Malerman proporciona mesmo experiências meio bizarras no leitor. Porém, “Uma casa no fundo de um lago” foi meio que uma bizarrice que eu não curti tanto assim…

Escolhi ler este livro agora porque outubro é o mês de horror e eu me propus a ler apenas livro desse gênero (que amo) durante este período. Acho que a capa desse livro também me fisgou – a ilustração dela é muito bonita. Uma pena que a parte de dentro seja tão horrorosa – pelo amor de Deus, editoras, cuidem do miolo de seus livros também!

A capa desse livro é linda!

 

A casa é uma metáfora

Mas deixa eu explicar o que me desagradou nesse livro. Vamos começar pelas personagens. Dois adolescentes com ideias de jerico vivem um romance pontuado pelo mistério na tal casa no fundo de um lago. Acho que não é bem um spoiler, mas fica bem óbvio que essa casa na verdade é uma metáfora do amor: um ambiente inexplorado, que dá medo mas ao mesmo tempo encanta e fascina, e tanto atrai os jovens. Tudo bem, eu entendi a metáfora e achei bem bonita por sinal.

Só que não era bem isso o que eu estava esperando. A ideia de uma casa no fundo de um lago me pareceu sombria, maluca, um cenário perfeito para um livro de terror. Mas, como conhecemos o estilo de Malerman, sabemos que ele é fã de um final inconclusivo e de deixar as coisas subjetivas e mais para sua imaginação do que de fato escrever algo concreto. Então, para mim, foram 160 páginas de… absolutamente nada?

O jeitinho Malerman

Sem contar que o jeito de Malerman de escrever com parágrafos curtos (às vezes de apenas uma palavra) me irritava um pouquinho. Até o leve flerte que ele dá com o estilo de Stephen King de incluir expressões subjetivas das personagens na narrativa não me agradou tanto assim. Acho que a tornou quase uma tortura, porque a narrativa nunca chegava lá – entende o que eu quero dizer?

Li diversas resenhas muito positivas por aí, e entendo o ponto de quem gostou do livro. De fato, não é um livro ruim, mas para mim não funcionou. Até já troquei ele no Skoob.

Veredito: 

Mas e vocês? O que têm planejado para o mês do horror? Conta aí! 😉