Em Vilão, temos a história de Victor e Eli, dois jovens brilhantes, arrogantes e solitários, se conheceram na Universidade de Merit e logo se deram bem, identificando um no outro a mesma sagacidade e a mesma ambição. No último ano da faculdade, o interesse em comum numa pesquisa sobre adrenalina, experiências de quase morte e poderes sobrenaturais lhes oferece uma possibilidade antes inimaginável: de que uma pessoa, sob as condições certas, seja capaz de desenvolver habilidades extraordinárias. No entanto, quando colocam em prática essa teoria, as coisas dão muito errado.

Dez anos depois, Victor foge da prisão, determinado a encontrar seu antigo amigo ― agora inimigo. Armado com poderes terríveis e movido pela lembrança da traição e da perda, Victor caça seu arqui-inimigo em busca de vingança e de um embate no qual sabe que um dos dois deve morrer.

364 páginas | Editora Record | Ver no Skoob

Finalmente voltei aqui no blog trazendo mais uma resenha. Dessa vez, trago minha última obsessão literária. E chamo de obsessão porque “Vilão” me conquistou de um jeito que não sei descrever com outra palavra.

Em junho desse ano, tive meu primeiro contato com a autora ao ler “Um Tom mais Escuro de Magia”, e me surpreendi tanto – positivamente – que poderia já me considerar uma fã obcecada por sua escrita. Entretanto, resolvi ler outras obras da autora para ver se, de fato, eu poderia já adquirir minha carteirinha oficial de “Fã incondicional de V. E. Schwab”. Assim, resolvi ler “Vilão”.

A capa da edição brasileira é muito linda e tem tudo a ver com a história.

Um toque revigorante no gênero literário de Fantasia

Em “Vilão”, V.E. Schwab traz novamente os elementos que já aprendi a identificar em seus livros: personagens refinados e bem construídos, escrita fluida, um enredo perfeito – com início, meio e um fim bem fechado e com um clímax de tirar o fôlego – e ideias inovadoras.

Para mim, “Vilão” foi uma leitura refrescante – no sentido de trazer elementos novos para um gênero literário (fantasia) que tende a ficar um pouco saturado. Schwab trilha caminhos totalmente diferentes ao escrever essa fantasia. Flertando um pouco com o horror e até com ficção científica, ela explora as dualidades da ciência e da fé e nos leva também a questionar a dualidade que habita dentro de cada ser humano.

Através de personagens pelos quais me apaixonei perdidamente (o talento da Schwab para criar personagens é realmente notável), a autora nos leva o tempo todo a questionar nosso senso de justiça e do que é certo e errado.
Afinal, onde há luz, também há trevas. 🖤 

“Alguém poderia muito bem se dizer um herói e mesmo assim sair por aí matando dezenas de pessoas. Outro poderia ser rotulado de vilão por tentar impedi-lo. Muitos humanos eram monstros, e muitos monstros sabiam fingir humanidade”.

Veredito final: 5 ⭐️